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domingo, 1 de março de 2009

Cenas de ação encantam a Beatriz de 'Chamas da Vida'

Andréia Horta aprendeu com seus últimos trabalhos que viver intensamente pode ser muito prazeroso. Dentro e fora da ficção. A atriz não parou de trabalhar desde que estreou na tevê, em 2006, e hoje, na pele da rebelde Beatriz, de "Chamas da Vida", experimenta a adrenalina de gravar cenas de ação em meio a incêndios e rachas que, de cênicos, não têm quase nada.

"A gente grava pilotando o automóvel mesmo, vivendo aquilo. Acho ótimo porque o resultado é impressionante. A verdade sempre ajuda o ator", filosofa a atriz, de 25 anos.

Desde sua primeira aparição na tevê, como a frágil Márcia da minissérie "JK", Andréia emenda um papel em outro. E, talvez por esse motivo, sua primeira reação ao ser escalada para alguma produção é sempre imaginar que não vai dar conta.

Com isso, afirma mergulhar ao máximo no universo dos personagens para sentir alguma segurança. "Me transformo. O que uso, o que como, as roupas que visto e os filmes que assisto, tudo se volta para aquele trabalho", exemplifica, mostrando que, com isso, absorve características de cada trabalho de seu currículo.

A mecânica utilizada por Andréia na construção de seus papéis se justifica pela visão que a atriz tem da própria profissão. Enquanto para as peças de teatro sua preparação terminava após a estréia do espetáculo, na televisão Andréia é constantemente obrigada a mudar o tom de interpretação dos papéis que ganha.

Em "Alta Estação", exibida pela Record em 2006, de uma estudante de psicologia chata e certinha, se tornou a mocinha da história com o sucesso de sua Renata e do "boa praça" Caio, de Guilherme Boury.

Depois, na série "Alice", da HBO, gravou por quase nove meses as transformações de uma jovem que, ao perder o pai, se muda de Palmas, no Tocantins, para a capital paulista em busca de novas aventuras. E, em "Chamas da Vida", precisou dosar com cuidado a transição de uma produtora de vida monótona à rebelde apaixonada pelo "bad boy" Antônio, de Dado Dolabella.

E, de acordo com as palavras de Andréia, não foi tão difícil. "Me direciono pelo texto e tento, com coerência, trabalhar as nuances certas para cada momento", resume.

É essa inconstância de personalidades em diferentes papéis que tanto agradam a Andréia. "Sou uma atriz que gosta do processo. Me interesso mais por esse jogo do que pela finalidade do trabalho", opina, referindo-se à busca por audiência.

Mas, mesmo se mostrando aberta às oportunidades tanto nas emissoras abertas quanto fechadas, não se limita a enaltecer os trabalhos realizados em um folhetim.

"Ainda acho que, pela infra-estrutura com a qual uma novela conta, o ator poderia ter mais condições de desenvolver um trabalho melhor. Mas é corrido demais, não funciona assim", critica.

O contrato com a Record termina em 2010 e Andréia não tem idéia de qual será seu futuro depois do término da novela. Sem férias há três anos, a única coisa que a atriz espera é poder aproveitar um bom tempo sem qualquer obrigação profissional.

"Quero não ter planos, poder parar e ver que não tenho absolutamente nada para fazer", suspira. Mas o descanso pode não ser tão longo. Andréia não confirma, mas existe a possibilidade de uma segunda temporada de "Alice" ser gravada ainda em 2009.

"Foi um trabalho que trouxe projeção e que adorei fazer. Me surpreendi muito positivamente com o resultado. Mas não sei se vai rolar uma nova leva de episódios", desconversa ela, completando que está ansiosa para a estréia de "Alice" nos Estados Unidos, no próximo dia 6. "Espero que faça o mesmo sucesso que fez aqui", torce.

Por um triz Andréia Horta sabe que "Alice" mudou sua carreira na tevê e que, depois da série, ganhou outro "status" no meio artístico. Mas, por muito pouco, a atriz não perdeu o papel. Em dezembro de 2006 ela ficou sabendo que abririam testes para a HBO, mas nem prestou tanta atenção porque estava gravando "Alta Estação¿.

Como a proposta da Record era manter a novelinha infanto-juvenil no ar por quatro anos, Andréia continuou sua rotina sem qualquer expectativa. "Quando pintou a possibilidade de concorrer à vaga, eu não me empolguei. Não tinha como conciliar", lembra.

Em fevereiro, dois meses depois, sua empresária insistiu que Andréia tinha o perfil da personagem, mas além dos compromissos com a Record, a atriz tinha outros motivos para não querer tentar. "Amigas minhas, boas atrizes, tentaram. Eu achava que eu não tinha o que fazer lá", observa. Mas em maio, quando descobriu que "Alta Estação" seria retirada do ar pela Record, a atriz tentou "correr atrás do prejuízo". "Ainda não tinham selecionado ninguém. Fui a última a fazer o teste", lembra-se.

Andréia queria fazer o teste, mas seus horários de gravação a impediam. Diante do impasse, a equipe do seriado decidiu abrir uma exceção e topou marcar com a atriz na madrugada.

Com isso, depois de gravar doze horas na Record, ela viajou para São Paulo e, às duas da madrugada, conseguiu ser avaliada. "Uma semana depois me ligaram e avisaram que o papel era meu", recorda, com orgulho.

Instantâneas

# Durante a minissérie "Alice", Andréia precisou atuar nua algumas vezes. A atriz filmou cenas de sexo com os colegas Marat Descartes, Eduardo Moscóvis e o ator alemão Peter Ketnath.
# Andréia escreveu o livro de poesias "Humana Flor". Atualmente, já está na terceira tiragem, sendo as duas primeiras vendidas nas ruas de São Paulo pela própria atriz.
# A atriz nasceu em Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais, mas se mudou para São Paulo aos 17 anos, onde o pai morava.
# Desde que estreou na tevê, Andréia não conseguiu atuar em outros veículos. Agora, a atriz pensa em abrir espaço para algum espetáculo de teatro ou filme. "Não tive onde encaixar na minha agenda. Mas, depois de um bom descanso, vou resolver isso", garante.

Depois de viver o Metamorfo, Augusto Vargas decide que quer ter um filho

Augusto Vargas
Augusto Vargas mal pisca os olhos quando fala sobre seu atual personagem em Os Mutantes. Na pele do camaleônico Metamorfo, o ator assume sua empolgação não só com as aventuras do personagem que se transforma em outras pessoas.

Mas principalmente pela atual "fase paterna" do Metamorfo que, com sua mulher Gór, de Julianne Trevisol, roubou os bebês da trama que "salvarão o planeta" e já se apegaram a eles.

A identificação de Augusto com o papel é quase simbiótica, já que o ator não vê a hora de ser pai. "Estou enlouquecido para ter filhos. Comecei a procurar a mãe deles depois do Metamorfo. Nem quero saber se a relação vai dar certo, mas se ela vai ser boa mãe, se tem o dom da maternidade", avisa o ator, que está prestes a ser confirmado na terceira fase da trama de Thiago Santiago.

Nome: Augusto Carmo Vargas Júnior.
Nascimento: Em 16 de outubro de 1974 em Nilópolis, na Baixada Fluminense, no Rio.
Primeiro trabalho na TV: Beto, em Uga Uga.
Atuação inesquecível: "Numa cena de perseguição em 'Bicho do Mato', que meu personagem levava um tiro".
Interpretação memorável: Marco Nanini como o Cangaceiro Severino, em O Auto da Compadecida.
Momento marcante na carreira: "Agora, que assinei contrato mais longo com a Record".
A que gosta de assistir: Programas de humor, novelas e filmes de ficção científica.
A que nunca assistiria: Reality shows. "São uma perda de tempo".
O que falta na televisão: "Maior preocupação com o conteúdo dos programas".
O que sobra na televisão: "Peitos e bundas e um excesso de preocupação com o ibope".
Ator: Marco Nanini.
Atriz: Fernanda Montenegro.
Com quem gostaria de contracenar: Lima Duarte.
Se não fosse ator, seria: Psicólogo.
Novela preferida: Essas Mulheres, do Marcílio Moraes.
Cena inesquecível na TV: Fernanda Montenegro e Paulo Autran na cena que termina em briga em Guerra dos Sexos.
Melhor abertura de novela: Eterna Magia.
Canção inesquecível de trilha sonora: Roda Viva, de Chico Buarque, tema de abertura de Roda da Vida, trama exibida pela Record em 2001.
Vilão marcante: Renata Sorrah como a Nazaré de Senhora do Destino.
Personagem mais difícil de compor: "O atual, Metamorfo".
Papel que teve mais retorno do público: Doutor Saulo, de Prova de Amor.
Melhor bordão da TV: "Não é brinquedo não!", da Dona Jura, personagem de Solange Couto em O Clone.
Que novela gostaria de ser reprisada: Roque Santeiro.
Que papel gostaria de representar: "Um louco ou esquizofrênico".
Par romântico inesquecível: Eduardo Moscovis com Carolina Ferraz como Nando e Milena em Por Amor.
Com quem gostaria de fazer par romântico: Vanessa Gerbelli.
Filme: Efeito Borboleta, de Eric Bress.
Livro de cabeceira: "De doutrinas secretas, místicos".
Autor: Helena Petrovsky Blavatsky.
Diretor: Edgard Miranda.
Vexame: "Um ataque de riso em cena, numa peça".
Mania: "Uso 15 travesseiros para dormir".
Medo: "Como vim de família pobre, tenho medo de empobrecer de novo".
Projeto: "Construir um centro cultural para crianças carentes do lado da minha casa, no prédio que comprei em Nilópolis".

O Guga de Chamas da Vida, comemora dez anos de carreira com os pés no chão

Aos 9 anos, ele estreou na televisão como o calado Gui, de Esplendor (2000). Hoje, aos 19 e com dez anos de carreira, Thiago de Los Reyes curte o sucesso do tímido Guga, de Chamas da Vida, revela que a paixão secreta que o seu personagem cultiva por Vivi (Letícia Colin) é inspirada em sua vida real. "É uma coisa maluca que eu não sei, até hoje, como consegui manter", revela. Na entrevista à Minha Novela, o ator fala a respeito do início inusitado no teatro e sobre os momentos em que pensou em abandonar a carreira. Confira!

Como foi sua transição do teatro para a televisão?
Nunca fui muito de teatro. Comecei com 7 anos e, com essa idade, no meu colégio, sempre rolou um grande incentivo em todas as áreas: esporte, arte, cultura... Eu era mais do esporte, fazia judô e futebol. Mas tinha um amigo que participava do teatro e, por coincidência, era o meu melhor amigo. E ele sempre falava pra eu assistir (ao teatro). Daí, fui, gostei muito e fiquei. No dia seguinte, já tinha largado tudo, o judô e o futebol, para fazer teatro.

São dez anos de carreira... o que foi mais difícil nesse tempo todo?
Tudo acabou sendo um desafio. Dei sorte de nunca pegar um personagem normal. Sempre interpretei papéis que tinham alguma angústia. O Gui, de Esplendor, foi um grande desafio: foi meu primeiro trabalho. E eu tinha 9 anos. Não sabia exatamente a dimensão do que estava acontecendo mas, ao mesmo tempo, como eu fazia teatro havia dois anos, já tinha uma certa maturidade. Quando terminei a novela, eu já era outra pessoa. Cada trabalho tem suas dificuldades.

Qual foi o momento mais marcante de sua carreira?
Com certeza, o Gui. Mas trabalhar em Eterna Magia (2007) e o Sítio do Picapau Amarelo (2006) também foi bem legal. Em Eterna Magia, eu me senti muito consciente do que estava fazendo. Para onde o personagem quisesse me levar, eu ia facilmente e, no final, ele foi bem aproveitado na novela. Cássia (Kiss, que interpretava a vilã Zilda) também é maravilhosa, me ajudou muito e virou uma supermãe. Na época, eu estudava à tarde e era bastante difícil conciliar horários. Mas Cássia ficava preocupada e me dava a maior força.

Você é tão introspectivo quanto seu personagem na novela?
Já fui mais na minha vida e as pessoas que se tornam minhas amigas acabam se acostumando comigo. Com meus amigos sou uma coisa e, no trabalho, sou outra completamente diferente. Sou mais sério, entro pra trabalhar e isso me ajuda muito porque nunca misturei televisão com vida pessoal. Se você faz isso, não vive, você vive para a TV. Eu nunca namorei com ninguém famoso, não suporto, acho que não dá, você já vê a pessoa todo dia, toda hora e, quando chegar em casa, vai ver a pessoa de novo? Para falar de trabalho? Tem gente que dá certo, como Tarcísio Meira e Glória Menezes, e o Paulo Goulart e a Nicette Bruno. Mas eu prefiro nem arriscar... (risos)

Teve algum momento em que você pensou em largar tudo?
Teve e foi depois de Eterna Magia. Eu estava desiludido, porque você faz um trabalho bom, se esforça... Larguei muita coisa pra fazer a novela: vestibular e tudo mais. Aí, chegou o final da trama e nada acontecia. Não é aquela questão de você estar sendo prepotente, são as pessoas que lhe falam que você fez um bom trabalho. Não é um 'me dá um contrato, pelo amor de Deus', mas é uma sequência de trabalhos legais e parece que as pessoas notam no momento que é conveniente. Mas, nessa hora, os amigos começam a dar apoio, depois você vai colocando a cabeça no lugar e vê que isso acontece pra caramba. Há muita gente aí que não tem reconhecimento. Agora, com Chamas da Vida, não tenho me preocupado muito com isso. Estou deixando rolar.

Na novela, Guga é louco pela Vivi. E você já gostou de alguém e essa pessoa nem lhe deu bola?
Já, sim. E é uma história maluca que não entendo até hoje como consegui manter. Busquei muita coisa na minha vida para colocar no Guga. Acho que ele ainda vai conquistar o amor da Vivi.

"Estar em Chamas da Vida foi algo maravilhoso para mim", diz Dado Dolabella

No jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira (27), Dado Dolabella comentou sobre os boatos que envolveram sua saída da novela “Chamas da Vida”.

"Estar em Chamas da Vida foi algo maravilhoso para mim. Comecei como antagonista, rivalizando com o protagonista, personagem do Leonardo Brício. Não tenho como expressar direito minha felicidade. Essa novela foi maravilhosa e fiz com tanto carinho! Considero o Antônio o personagem de minha vida. Ele viveu de tudo, na trama. Foi mau ao extremo, depois foi preso, entrou em coma e teve a chance de reavaliar sua vida", contou o ator.

Sobre as brigas com o elenco de Chamas da Vida, ele é suscinto:

"O elenco inteiro é maravilhoso. Todos são instigados diariamente por nossa autora (Christianne Fridman), que é dona de uma criatividade única", disse ele.

A Morte do Personagem

De acordo com Dado Dolabella, a morte de seu personagem é um final plausível e aguardado por ele.

"O Antônio não vai desaparecer simplesmente. Ele terá a chance de, ao perceber que vai morrer, dizer tudo o que sente por Beatriz, por quem é apaixonado, e até fazer as pazes com algumas pessoas importantes em sua vida", adiantou o ator.

A cena da morte de Antônio (Dado Dolabella) será exibida em 9 de março.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Jonas Torres deixa a aviação de lado para atuar em 'Mutantes'

Desde que estreou em um episódio da Quarta Nobre, da Globo, em 1981, e se consagrou como o simpático Bacana da Armação Ilimitada, Jonas Torres entra e sai da TV.

Mas agora, garante, não pensa em desistir da carreira de ator. E aproveita a vilania do fantasioso Eléctron, de Os Mutantes - Caminhos do Coração, para tentar se estabilizar novamente.

"Ainda estou batendo a poeira, porque fiquei muito tempo parado. Mas atuar é muito familiar para mim. Cresci fazendo e vendo as pessoas fazerem isso", conta ele, que foi criado pelo também ator e diretor Fábio Junqueira, falecido em novembro do ano passado, e irmão de Caio Junqueira, o inescrupuloso Romero de A Lei e o Crime.

Na trama de Tiago Santiago, Jonas encarna um mutante capaz de lançar raios com as mãos e que se une aos vilões. Antes, a última aparição na TV tinha sido em Malhação, na temporada de 1999. Depois disso, se mudou para os Estados Unidos, onde trabalhou como instrutor de vôo.

Até que, depois da série de atentados de 11 de setembro de 2001, o mercado de aviação entrou em crise. "Não fui demitido oficialmente, mas ganhava por hora de aula dada. E, como não tinha mais alunos, percebi que deveria mudar de área", lamenta.

Começou a trabalhar como piloto de paraquedistas até que decidiu retornar ao Brasil, onde deu aulas de Teatro. Mais tarde, foi convidado para atuar como mecânico de aviões na TAM. "É uma área que me agrada, mas muito desvalorizada no Brasil. Larguei por causa da novela porque tinha saudade de atuar e também pela diferença salarial, que é grande", confessa, sem contar valores.

Nome: Jonas de Lima Torres Raible.
Nascimento: 22 de setembro de 1974, no Rio de Janeiro.
Primeiro trabalho na TV: No episódio Do Outro Lado do Horizonte, da Quarta Nobre, da Globo, em 1981.
Sua atuação inesquecível: No longa Outras Histórias, de Pedro Bial. "Meu personagem não tinha nem nome, mas foi um trabalho muito instigante".
Interpretação memorável: Caio Junqueira, como o Neto do filme Tropa de Elite, de José Padilha.
Momento marcante na carreira: "Agora, voltando à TV mais uma vez".
A que assiste na TV: Telejornais e documentários.
A que nunca assiste: "Programas que exploram problemas familiares de telespectadores gratuitamente".
O que falta na TV: "Um pouco mais de respeito com os telespectadores".
O que sobra na TV: Sensacionalismo.
Ator: Carlos Vereza.
Atriz: Fernanda Montenegro.
Com quem gostaria de contracenar: "Queria atuar novamente ao lado do meu irmão. Na TV, nos encontramos em Armação Ilimitada".
Se não fosse ator, seria: Piloto de avião. "Já sou".
Humorista: Chico Anysio.
Novela: Vereda Tropical, de Carlos Lombardi e Sílvio de Abreu, exibida em 1984.
Cena inesquecível na TV: A primeira passeata do movimento Diretas Já no Rio de Janeiro, em fevereiro de 1984.
Vilão marcante: Max Cady, psicopata interpretado por Robert De Niro no filme Cabo do Medo, de Martin Scorsese.
Personagem mais difícil de compor: "O que interpretei no longa Outras Histórias".
Papel que mais teve retorno do público: Bacana, de Armação Ilimitada. "Na TAM ninguém me chamava de Jonas, só de Bacana. E a série estreou há 24 anos".
Que novela gostaria que fosse reprisada: Top Model, de Antônio Calmon, exibida pela Globo em 1989.
Que papel gostaria de representar: Um grande vilão.
Filme: O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola.
Livro: O Viajante ¿ As Espantosas Aventuras de Marco Polo, de Gary D Jennings.
Autor: Gary D Jennings.
Diretor: Francis Ford Coppola.
Mania: Roer os cantos dos dedos.
Medo: "De não arriscar fazer as coisas que tenho vontade e me arrepender depois".
Projeto: "Me estabilizar novamente como ator no Brasil".

Lucinha Lins comemora o sucesso de sua personagem Vilma, na novela “Chamas da Vida”



Em entrevista concedida à rádio Jovem Pan, Lucinha Lins comentou o sucesso de sua personagem Vilma, na novela “Chamas da Vida”, da TV Record. “Cada vez que chega alguma loucura de Vilma eu digo: pra onde vai a cabeça da nossa autora e seus colaboradores? Porque eu acho que ela se diverte muito e, ao mesmo tempo, se arrebenta de pensar nas loucuras que a Vilma tem para fazer por aí”, ressaltou, comemorando que a trama é muito bem armada.

Lucinha Lins afirmou que não sabia que dava tanto trabalho fazer uma vilã, mas que a personagem superou suas expectativas. “É extremamente tenso ter um texto desse tipo na mão, é muito mais difícil do que eu podia imaginar. Tem um esforço mental como qualquer outra novela, mas um esforço físico muito grande, que eu não conhecia e não sabia que podia ser assim. Mas sem dúvida as expectativas foram superadas. É mil vezes mais incrível do que eu podia imaginar”, disse.

Para a atriz, está sendo muito bom trabalhar na TV Record. “Estou muito feliz. Esses últimos anos da minha vida têm sido momentos muito felizes da minha vida em televisão, com dois trabalhos e personagens completamente diferentes em um esquema maravilhoso. Estou aprendendo muito e isso é muito bom junto da minha profissão”, finalizou.


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ucinha comentou ainda que após o fim da novela pretende voltar ao teatro: “Fazer teatro junto com ‘Chamas da Vida’, este ano, foi realmente impossível. Quando foi de ‘Vidas Opostas’, estava no palco ao lado de Otávio Augusto, foi muito puxado, porque aí você segura o trabalho de segunda a segunda, dificilmente você tem um domingo de folga. A Vilma não me permitiria isto, a minha dedicação a essa personagem tem sido integral, mas já tenho planos para alguns espetáculos”.

Sobre o incendiário da trama, Lucinha falou sobre suas suspeitas: “Nós temos várias suspeitas. Cada um de nós dá um palpite, mas nós não temos idéia de quem seja. Eu desconfio muito do Roberto, mas a nossa autora já está incriminando o Roberto de outra forma para tirar essa suspeita grande de cima dele. Será que é uma mulher?”

“Chamas da Vida” que mantém uma audiência entre 14 e 17 pontos, mais uma vez, será esticada. A trama de Cristianne Fridman fica no ar até o dia 28 de abril, quando será substituída por “Poder Paralelo”, de Lauro Cesar Muniz.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Chamas da Vida: Entrevista com André di Mauro


O ator André Di Mauro, 44 anos, está feliz da vida! Tudo porque o personagem dele, o Lipe de Chamas da Vida, da Record, está deixando os telespectadores com ódio mortal. Na trama, o tipo sórdido é um pedófilo que não deixa Vivi (Letícia Colin) em paz.

Com 31 anos carreira e passagens por outras emissoras e tramas, André afirma, modesto: o sucesso de hoje é mérito do texto da autora Cristianne Fridman.

Nascido em uma família de artistas – ele é sobrinho-neto do grande cineasta Humberto Mauro e irmão da atriz Claudia Mauro –, André começou a fazer teatro quando tinha 13 anos, no grupo Além da Lua. E aí não parou mais. Além de ator, ele é autor, roteirista, produtor e diretor. Com o musical Vira-Avesso (1981) ganhou o prêmio Mambembe e foi sucesso de crítica. Na TV, o intérprete estreou na Globo em Malu Mulher (1979). Depois fez Eu Prometo (1983), Selva de Pedra (1986), Rainha da Sucata (1990) e Perigosas Pe-ruas (1992). Na Record atuou em Prova de Amor (2005) e Bicho do Mato (2006).

Seu filme mais recente foi Tropa de Elite (2007), ganhador do Urso de Ouro no Festival de Berlim. Confira o bate-papo de tititi com o astro!

Como é fazer o Lipe?

André Di Mauro – Olha, esse personagem, se não é o trabalho mais importante da minha vida, é um dos mais. Acho, porém, que esse sucesso é mérito do texto da Cris (a autora Cristianne Fridman). Foi um superpresente, e o meu maior desafio é a entrega e a concentração no Lipe. Porque ele acha que fazer aquilo com a Vivi é supernormal, mas ele é um psicopata. Então, tenho que agir ali como se fosse a coisa mais comum do mundo (referindo-se às cenas de violência sexual).

E como é trabalhar com pessoas mais jovens, caso de Letícia Colin?

Apesar de jovem, ela tem experiência. Brinco que a Letícia é uma nova veterana (risos). A química entre a gente rolou superbem, ela é criativa, gosta de arriscar, assim como eu. Na verdade, o elenco, a direção, a equipe técnica, todos são legais.

Por que você acha que o Lipe chamou tanto a atenção das pessoas?

O Lipe tem uma função social, é um alerta para a sociedade. Os casos (de pedofilia) sempre existiram, mas agora é como se alguém entrasse na sua casa e alertasse sobre o perigo. Vai vir ainda o tema do aborto, pois a Vivi ficará grávida (do criminoso)... Ainda tem muita novela pela frente.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Chamas da Vida: Dado Dolabella diz que roupa suja se deve lavar em casa

dadodolabella

O Hoje em Dia, da Record, exibido nesta segunda-feira (1º), mostrou uma entrevista de Dado Dolabella, feita por Amin Khader. E, como não poderia deixar de ser, o ator falou sobre sua briga com a ex-noiva Luana Piovani, o que deixou o galã visivelmente emocionado.

Amin começou a entrevista de maneira leve, perguntando como Dado Dolabella estava, e o ator respondeu que cada dia é diferente e sempre há coisas para se aprender.

“Todo ser humano é suscetível de erro. Está aqui para aprender. A gente aprende muito mais com os erros do que com os acertos. E eu quero continuar a crescer. Estou passando por um momento difícil de minha vida, mas assumo minhas responsabilidades”, afirmou o ator.

E Dado ainda recebeu a oportunidade, dada por seu entrtevistador, de dizer o que lhe viesse à cabeça. Com o microfone da Record em mãos, o bonitão resumiu a história, dizendo que roupa suja se deve lavar em casa:

“Eu acho que, quando a gente é uma família, tem muitas cumplicidades. A gente sabe muito bem onde tem que lavar a roupa suja, onde tem que responder os problemas. Não é com um microfone na mão. Isso tinha que ser resolvido em casa”, disse Dado, visivelmente abalado.

O ator ainda acrescentou:

“A justiça é sempre divina, e quanto a isso eu fico tranqüilo, pois tenho uma relação boa com ele lá em cima”, disse ele, com os olhos marejados.

Ainda falando sobre o caso, Dado Dolabella conta que teve a discussão com Luana e, no meio da conversa, a camareira chegou para tirá-lo. Foi quando ela “tropeçou e caiu”.

Para desanuviar um pouco o ambiente, Amin questionou Dado sobre o que mais odeia no mundo: mentira e falsidade foi a resposta.

Mas, ao ser pressionado para falar sobre o que mais ama, o ator disse que não pode falar, ficando corado.

Um outro momento triste foi a lembrança de Carlos Eduardo Dolabella, pai do ator, que morreu em 2003 de conseqüências da diabetes.

“A maior dor da minha vida certamente foi a morte de meu pai, pois foi tudo de repente. Ele foi meu grande herói”.

Dado, que faz um dos vilões da novela Chamas da Vida, da Record, aproveitou ainda para agradecer o personagem e dizer que foi um presente do céu.

“Aonde eu vou, sou recebido com muito carinho, mas também sou muito cobrado. Tem gente que fala: ‘Pára de ser mau, menino’.”

sábado, 22 de novembro de 2008

Chamas da vida: "Não estou na fase 'fada loura'", diz Lucinha Lins

Lucinha Lins fala sobre sua carreira


Desde que estreou na teledramaturgia, Lucinha Lins sempre ouviu que não conseguiria interpretar uma grande vilã na TV. Primeiro, por sua imagem angelical. E, além disso, por sua delicadeza e pelo jeito tranqüilo de falar e se comportar.

Por isso mesmo, interpretar a piromaníaca Vilma, em Chamas da Vida, tem um sabor diferente para a atriz. "Posso mostrar para todos que sou capaz de construir tipos diferentes dos que fiz em novelas", avalia. E o resultado tem agradado Lucinha dentro e fora dos estúdios.

Além dos elogios que ouve dos colegas, as reações nas ruas também têm surpreendido a atriz. "Outro dia levei um empurrão de leve de uma pessoa na rua. Nunca tinha vivido essas situações", diverte-se.

Além do comportamento da personagem, muitos param Lucinha nas ruas para comentar sobre o novo visual, com cabelos curtos e ruivos. E, segundo a atriz, alguns se surpreendem quando ficam sabendo que a sugestão foi dela. "Achei que seria bom para mudar de vez o conceito que as pessoas fazem de mim. Eu não mexia no visual porque não pediam isso", entrega.

Você dizia que ser loura e ter olhos claros fazia com que as pessoas não imaginassem você na pele de uma vilã. Foi uma surpresa o convite para interpretar a Vilma em Chamas da Vida?
Uma surpresa muito boa. Posso dizer que, neste momento, não estou na fase fada loura. Não sei se é por ter os cabelos, a pele e os olhos claros ou se é pelo jeito mais delicado. O fato é que ouvi várias pessoas me dizerem que não me imaginavam fazendo uma grande vilã em novela. Acho muito engraçado alguém dizer isso para uma atriz. Para mim, não existem personagens boas ou más. Existem personagens, que independentemente das características que recebam, têm de ser trabalhadas. É assim que encaro a minha profissão.

Mas você sugeriu mudar o visual. Sentiu necessidade de uma transformação maior para o papel de vilã?
Quis mudar o visual para tirar essa idéia da cabeça das pessoas. Diminuí o cabelo, esse glamour que mantive ao longo de tantos anos de carreira. Dar um basta de uma vez por todas e mostrar que sou capaz de fazer outros personagens. Tanto que assim que o (diretor) Edgard Miranda me falou do papel, sugeri essa mudança. A primeira reação dele foi de espanto, me perguntando se eu teria coragem. Quando me encontrou, eu já estava com o cabelo curto e vermelho. Cortaram até demais, mas como a estréia da novela atrasou, deu tempo dele crescer um pouco e acertar.

Como são as reações nas ruas?
No início as pessoas comentavam muito sobre o cabelo. A maior parte elogiava a mudança. Mas o que acho mais divertido e que é uma novidade para mim é a reação em relação às maldades que a personagem faz. Outro dia eu estava na rua e levei um pequeno empurrão. De leve. Na hora não entendi, mas olhei e percebi que a pessoa me empurrou com cara de quem estava me dizendo "nossa, você está nojenta, hein!?". Acho que isso funciona como um termômetro. E me estimula, porque, pelo que estou percebendo, as pessoas estão gostando da minha construção para a Vilma.

É mais difícil construir uma vilã?
Não acho que seja mais fácil ou mais difícil fazer uma vilã. Qualquer personagem dá trabalho. Em uns, você rala mais. Em outros, menos. Mas, no início, o esforço é mais ou menos o mesmo. Como agora estou interpretando uma mulher com sentimentos mais duros, acaba sendo cansativo. Se comparar com Vidas Opostas, por exemplo, que também era na Record, dá para perceber. Naquela época eu gravava 25, 30 cenas por dia. Hoje eu gravo 15, 18, às vezes 20. E saio esgotada, lambendo o chão. Não é que seja mais difícil, mas é com certeza mais cansativo. Tanto física quanto mentalmente. Por isso mesmo, quebro a cabeça tentando, quando posso, humanizar a Vilma.

De que forma?
Na relação dela com os filhos, por exemplo. Acho importante que a vilã também tenha seu lado bom. E esse lado se reflete nas cenas da Vilma com os três filhos. Ela não deixe de ser chata, preconceituosa, cruel, mas a todo o momento mostra que existe amor neste núcleo. Outro ponto importante nisso é a relação dela com o Miguel, personagem do Floriano Peixoto. Existe uma paixão entre os dois muito forte e eu tento carregar um pouco nessas seqüências. Em muitas delas exploro um jeito mais frágil de interpretação, que a aproxima um pouco mais de uma mulher apaixonada.

Aos 55 anos, essa é sua segunda novela seguida com cenas sensuais. Como você lida com isso?
Não vou dizer que é tudo lindo, que me sinto muito bem, porque não é assim. Claro que é sempre constrangedor dizer 'eu te amo', beijar e tocar uma outra pessoa. Ainda mais quando a relação dos personagens precisa demonstrar um sentimento intenso. Mas a grande verdade é que a maior dificuldade é na hora em que a gente lê, quando as cenas ainda estão no papel. Logo que você entra no estúdio e fica pronta para gravar, tudo flui. Quando mudaram o horário da novela das 21 horas para 22, ficou claro que, apesar de não mudarem a história, teríamos de trabalhar intenções diferentes nas cenas. São adultos assistindo, acho normal que carreguem mais em alguns momentos. Nessas horas a experiência ajuda.

Você estreou como atriz há quase 30 anos, mas só agora assinou o primeiro contrato longo da carreira. Você chegou a se sentir desvalorizada na Globo?
Não. Fiz coisas maravilhosas na Globo. Aliás, já trabalhei na Globo, na Record, no SBT, na Band, fui de todas. E acredito que tenha marcado pontos nas quatro. Recebi bons convites, ganhei papéis excelentes e isso me deu base para sentir a segurança de hoje. E a Globo me ofereceu contrato longo uma época, mas eu não aceitava. Depois não rolaram outros convites. Acho que eu fiquei mesmo com uma imagem de quem não queria compromisso sério. E fiz bem. Pude tocar outros projetos no teatro sem nunca ter ficado sem trabalho.

O que a fez assinar dessa vez então?
Assim que a Record tocou no assunto, já no meio de Vidas Opostas, confesso que pensei na estabilidade. Não sou mais uma garotinha que não quer criar raízes em nenhum lado. E estou com planos de voltar a me dedicar à música, que foi algo que abandonei durante um tempo e não quero mais deixar de lado. A segurança financeira que a Record dá me deixa mais livre para correr atrás de alguma coisa na carreira musical.

Chamas da Vida - Record - De segunda a sábado, às 22 h.

Início musical

Lucinha Lins sempre sonhou ser cantora, mas precisou deixar a carreira musical de lado para se dedicar à dramaturgia. A atriz, que foi casada com o músico Ivan Lins, participou de shows do cantor como vocalista e percussionista e cantou em alguns festivais de música brasileira. Chegou a vencer, em 1982, o MPB Shell, com a música Purpurina. "Achei que ia ser cantora porque a música sempre fez parte da minha vida. E, modéstia à parte, sei que canto bem", gaba-se.

Nem mesmo as aparições constantes da então cantora Lucinha Lins na década de 80 foram suficientes para segurá-la na música. Gravou um CD do espetáculo Sempre, Sempre Mais, fez o filme Os Saltimbancos Trapalhões e apresentou na extinta Manchete o infantil Lupu Limpim Clapla Topo. Mas depois de um convite de Walter Avancini para interpretar uma das protagonistas da minissérie Rabo de Saia, a profissão de atriz passou a ser mais interessante. Tanto que emplacou, em seguida, a doce Mocinha em Roque Santeiro. "Fiquei quase 20 anos sem cantar direito. Mas repensei essa atitude e agora não paro mais. Esse lado cantora nunca vai desaparecer de mim", garante.

A estabilidade do contrato com a Record deixa Lucinha ainda mais motivada para tocar sua carreira musical. A atriz até gravou o CD Canção Brasileira, pela gravadora Biscoito Fino, em 2002, com 17 composições de Sueli Costa. Mas depois disso, poucos foram os avanços. Em 2009, quando se comemorará o centenário de Carmen Miranda, Lucinha planeja uma turnê do show Na Batucada da Vida, com canções famosas da Pequena Notável. "Estou dependendo de fechar o patrocínio. Espero conseguir em breve", torce.

Dedicação exclusiva

Desde que encerrou Vidas Opostas, Lucinha Lins está mais reticente na hora de se comprometer com trabalhos diferentes no mesmo período. Na época em que gravava a novela, a atriz estava em turnê com o espetáculo Intimidade Indecente, ao lado de Otávio Augusto. Agora, ela só aceita subir ao palco enquanto grava a novela se for para uma pequena participação ou como convidada especial. De preferência, cantando. "Tudo o que mais quero agora é reativar esse meu lado 'cantora'. Não descarto a possibilidade de gravar, em breve, uma música para uma das trilhas sonoras das novelas da Record", comenta, com aparente empolgação.

Trajetória televisiva

#Plantão de Polícia (Globo, 1979) - Gisela.
#Rabo-de-Saia (Globo, 1984) - Santinha.
#Roque Santeiro (Globo, 1985) - Mocinha
#O Salvador da Pátria (Globo, 1989) - Ângela.
#O Dono do Mundo (Globo, 1991) - Vanda.
#Mundo da Lua (TV Cultura, 1991) - Tia Roberta.
#Despedida de Solteiro (Globo, 1992) - Marta.
#Fera Ferida (Globo, 1993) - Laurinda Mota da Costa.
#A Viagem (Globo, 1994) - Estela.
#As Pupilas do Senhor Reitor (SBT, 1995) - Magali.
#Sangue do Meu Sangue (SBT, 1995) - Helena Rezende.
#Perdidos de Amor (Band, 1996) - Lali.
#Malhação (Globo, 1997) - Bárbara.
#Corpo Dourado (Globo, 1998) - Hilda.
#Tiro & Queda (Record, 1999) - Isabel.
#Estrela-Guia (Globo, 2001) - Lucrécia Espíndola.
#Chocolate com Pimenta (Globo, 2004) - Elvira.
#Esmeralda (SBT, 2004) - Branca.
#Vidas Opostas (Record, 2006) - Isis Campobello.
#Chamas da Vida (Record, 2008) - Vilma.

sábado, 8 de novembro de 2008

Os mutantes: Veja uma entrevista com Patrícia de Jesus

"Acho que estreei com pé direito" - diz Patrícia
A atriz que sempre trabalhou como modelo está feliz com a personagem. Perpétua é uma mutante do bem, que tem superpoderes que fazem a diferença nos momentos em que precisa enfrentar a galera do mal. A cada batalha, eles ficam mais potentes.

A Perpétua tem um papel importante na Liga do Bem. O que podemos esperar nos próximos capítulos?
Patrícia: "A Perpétua ficou durante meses na ilha. Quando finalmente foi resgatada, não conseguiu ficar dois dias no continente sem pensar nas pessoas que ainda estavam na ilha. Ela voltou mais determinada que nunca, para lutar ao lado da Liga do Bem. Antes, ela pensava muito antes de agir, tinha medo de machucar outras pessoas, mesmo os mutantes do mal e só atacava para se defender. Agora, ela está mais objetiva. Os poderes estão mais potentes a cada batalha. Ela está mais elétrica que nunca!"
Por falar em poderes, como são feito esses efeitos visuais?


Patrícia: "Por uma equipe fantástica de efeitos visuais da Record. Estamos em perfeita sintonia. Converso com eles e dou idéias. Além disso, toda vez que solto raios em cena, eu realmente acredito naquilo, a ponto de conseguir visualizá-los saindo das minhas mãos. Por isso, o resultado é tão bom".

Usa dublê em cena?

Patrícia: "Raramente. Adoro as cenas de ação. Me preparo para elas".

O que gosta de fazer para recuperar as energias?

Patrícia: "Ouvir muita música, colocar as pernas para cima e desligar o celular."


Como cuida da beleza?

Patrícia: "Tento ter oito horas de sono, uso filtro solar e vários tipos de cremes para rosto e para o corpo. Além disso, procuro me alimentar bem, faço hidratação nos cabelos toda semana e pratico corrida."

Segue alguma dieta?

Patrícia: "Sim. Como o que tenho vontade e dou uma segurada no dia seguinte (risos)."

Chamas da vida: Letícia Colin conta como é interpretar vítima de pedófilo

Letícia Colin é apaixonada por psicologia. Falar sobre as relações humanas, que muitas vezes são conturbadas, é com ela mesma. "Adoro a alma humana e suas contradições, lidar com desejo e repulsa", vibra. Por isso, qualquer traço de imaturidade, que poderia ser característico dos seus 18 anos, passa despercebido. Principalmente quando a atriz fala sobre as dores e angústias de Vivi, sua personagem em "Chamas da Vida", da Record. Afinal a moça, que na trama tem apenas 15, foi vítima de um pedófilo. Sua luta agora é para, após o estupro, levar uma vida normal.


Jorge Rodrigues Jorge/CZN
A jovem atriz Letícia Colin considera este seu papel mais "intenso"




"Queremos mostrar como fica a cabeça de uma menina que passa por um trauma desses", avisa.Na história de Cristianne Fridman, Vivi é a única mulher de quatro irmãos e, por conta disso, sempre foi a "princesinha" da família. Mas a perda dos pais, por mais que seja aplacada pela dedicação do irmão mais velho, Pedro (Leonardo Brício), lhe causou uma enorme carência. Por conta disso, a menina passou a dividir seus dias entre a escola e a Internet, onde, sem a malícia que poderia lhe proteger, ela acabou se envolvendo com Lipe.

O pedófilo, vivido por André Di Mauro, pareceu, desde o início, um homem "do Bem", acima de qualquer suspeita. Mas bastaram algumas conversas e encontros para ele revelar sua verdadeira faceta e abusar sexualmente da garota.

Tamanha densidade em uma personagem, é claro, passou a causar sérios questionamentos em Letícia. Ela confessa que no início tinha dificuldade em se "desligar" de toda a tensão de Vivi. Tantas cenas de dor, raiva, choro e culpa a deixavam emocionalmente abalada. Mas, ao perceber toda a questão social envolvida e a complexidade psicológica do agressor, aprendeu a deixar toda a "carga" no estúdio. "É uma coisa muito presente na educação feminina. Sexo é uma coisa difícil de falar", avalia ela que, apesar de nunca ter feito terapia, tem lá suas teorias. "Dizem que ser normal é ser sensato, chorar só de tristeza. Eu choro de alegria, raiva... O normal é aquele que se insere no que a sociedade impõe", acredita.

Diante disso, Letícia não tem dúvidas em afirmar que esta é a personagem mais intensa de sua carreira. Após uma breve reflexão, a atriz acredita que só agora, aos 18 anos, esteja preparada para isso. "Perdi papéis por não ter 18 anos e, legalmente, não podia fazer cenas mais pesadas", lamenta. Letícia estreou na tevê em "Malhação", como a surfista Kailani. Depois, foi apresentadora da "TV Globinho" até ser convidada para interpretar uma DJ em "Floribella", da Band.

Em 2007, foi para a Record, onde atuou em "Luz do Sol", como a vilã Helô. "É com a idade que a gente experimenta novas sensações e se prepara para personagens mais bacanas. Acumulamos bagagem para isso", ensina.

Satisfeita com o momento profissional, Letícia, que faz Comunicação Social na PUC-RJ, diz que também pensa em cursar Artes Cênicas. Apaixonada pela arte, ela diz que pretende viajar Brasil afora conhecendo companhias de teatro e, mais para a frente, quer inserir projetos culturais em comunidades carentes.

Um curso de circo também está em seus planos. "Quero fazer um curso de 'clown' e descobrir como seria meu palhaço", conta ela, que no embalo de personagens mais ousadas acaba de filmar "Bonitinha Mas Ordinária", de Moacyr Góes, baseado na obra de Nelson Rodrigues. No longa com previsão de estréia para janeiro de 2009, Letícia é Maria Cecília, uma menina igualmente violentada. "Foi um papel revelador, que abriu meus olhos, meu coração e minha cabeça", resume. (Por Fabíola Tavernard)

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